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O método clássico
Os melhores vinhos espumantes do mundo são elaborados segundo o método clássico (o famoso método champenoise), mesclando entre eles vinhos procedentes de diversas áreas, de diversos vinhedos e, frequentemente, de várias safras e fazendo-os refermentar em garrafa, por meio da adição de leveduras selecionadas e açúcar.
No final do inverno de cada ano, o enólogo avalia as características dos vinhos obtidos da vindima e decide em quais proporções serão mesclados, para obter uma cuvée equilibrada e original, que representa o "estilo" de cada produtor.
Chardonnay, Pinot Nero e Pinot Bianco são os vinhedos utilizados por Berlucchi para as suas Cuvées Imperiais, às quais cada vinho agrega a própria personalidade e as suas características qualitativas e organolépticas.
À cuvée é adicionada a "liqueur de tirage", uma mistura de vinho, leveduras selecionadas e açúcar e a cuvée é engarrafada; no escuro das adegas as leveduras transformam os açúcares em álcool e gás carbônico, provocando a "presa de espuma", que confere ao espumante a vivaz efervescência e o aumento de um grau e meio do teor alcoólico.
Após ao menos dois anos de afinamento com as leveduras, dentre os quais se desenvolvem os característicos aromas de fermento e casca de pão, procede-se ao "remuage" para eliminar, com a "sboccatura", aquilo que sobrou das leveduras adicionadas.
Uma pequena porção do vinho é congelada no colo da garrafa, para englobar os resíduos que se juntam em uma rolha especial; abrindo a garrafa, a pressão interna (seis atmosferas) expele o gelo que contém os depósitos e deixa o vinho perfeitamente límpido.
A garrafa, é preenchida com a dita "liqueur d'expédition" (xarope de dosagem) composta por vinho safrado e puro açúcar de cana, é fechada com a característica rolha de cortiça em forma de cogumelo, ancorado firmemente com uma gaiola metálica, e está pronta para trazer felicidade a mesa de todos nós.
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